Antes de contratar um advogado.
Quem acabou de perder dinheiro está vulnerável duas vezes: pelo golpe e pela pressa em resolver. Este guia existe para diminuir a segunda vulnerabilidade — mesmo que a escolha não seja por este escritório.
Bons sinais
- Explica com clareza qual é a tese aplicável ao seu caso
- Diz o que falta em provas e como obter
- Apresenta prazos realistas, sem prometer rapidez
- Deixa os honorários por escrito, no contrato
- Tem inscrição ativa e verificável na OAB
- Recusa o caso quando não há fundamento
Sinais de alerta
- Garante que você vai ganhar ou receber determinado valor
- Cobra taxa para 'liberar' dinheiro em processo
- Faz pressão para assinar no mesmo dia
- Não explica o que vai ser pedido na ação
- Se comunica apenas por perfis anônimos ou intermediários
- Promete resultado em prazo curto e certo
Cinco perguntas que você deveria fazer
- 01
Meu caso tem fundamento jurídico?
A resposta deve ser específica, não genérica.
- 02
Quais provas faltam?
Um bom profissional aponta as lacunas antes de aceitar.
- 03
Quanto tempo pode levar?
Estimativas variam por comarca — desconfie de certezas.
- 04
Como são cobrados os honorários?
Deve estar por escrito, com percentuais e hipóteses.
- 05
O que acontece se eu perder?
Custas e sucumbência precisam ser explicadas antes.
Sobre honorários, em linguagem simples
Existem basicamente três formatos: valor fixo contratado no início, percentual sobre o que for efetivamente recebido (êxito) ou uma combinação dos dois. Qualquer que seja o modelo, ele precisa estar em contrato escrito, com percentuais claros e com previsão do que acontece se o caso não for bem-sucedido. Nenhum advogado pode garantir resultado — é vedado pelo Código de Ética da OAB.
Comece entendendo o seu caso
A triagem é gratuita, não exige cadastro e pode concluir que não há fundamento — o que também é uma resposta útil.
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